Câncer de Colo Uterino

Quais são os fatores de risco para o câncer de colo uterino?

O principal fator de risco é a infecção pelo HPV (vírus do papiloma humano), especialmente os subtipos oncogênicos (16,18,31,33,35,45,52 e 58). Outros fatores de risco são o tabagismo, início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais e uso prolongado de anticoncepcional oral.

Como é feito o rastreamento para o câncer de colo uterino?

O rastreamento é feito através da citologia do colo de útero (exame de Papanicolau). A realização é indicada para mulheres sexualmente ativas a partir dos 25 anos e pode ser interrompido aos 64 anos de idade após dois exames normais consecutivos nos últimos cinco anos.

É possível prevenir esse tumor?

A vacina contra o HPV previne a infecção por certos tipos de papilomavírus humano associado ao desenvolvimento do câncer de colo de útero, verrugas genitais e outros cânceres.

Atualmente, temos disponíveis no Brasil as vacinas Bivalente (Cervarix), Quadrivalente (Gardasil) e Nonavalente (Gardasil 9). Todas as vacinas protegem contra os dois tipos de HPV (16 e 18) que causam 70% dos casos de câncer de colo.

Como é feito o tratamento do câncer de colo uterino?

O tratamento vai depender fundamentalmente do estágio do tumor, ou seja, do grau de invasão do tumor no colo de útero ou em estruturas adjacentes. Em estágios iniciais, a conização do colo uterino pode ter papel diagnóstico e terapêutico. Em casos de invasões mais profundas do colo, o tratamento padrão é a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica. Naqueles casos com invasão de paramétrio (o ligamento lateral do colo uterino) ou outras estruturas pélvicas adjacentes, pode ser indicada quimioterapia e/ou radioterapia.

O que é a histerectomia radical ?

Nesse procedimento o cirurgião irá retirar o colo uterino, o útero, as trompas, os ovários, uma margem de vagina e os ligamentos que sustentam o útero (como os paramétrios). Ainda, são retirados os linfonodos (as ínguas) da pelve dos dois lados.

Lembre-se

Cada paciente e cada tipo de neoplasia devem ser tratados de maneira individualizada! Assim, o tratamento de um tumor pode ser diferente entre os pacientes com a mesma doença, dependendo da história clínica, das comorbidades e do estágio de apresentação da doença. A consulta a um médico especializado no tratamento oncológico é fundamental para a decisão do que é mais adequado em cada situação.

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